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Revista
Arquidiocese 50 anos |
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DOM GERALDO MAJELLA AGNELO
O segundo Arcebispo de Londrina também é
mineiro e, coincidentemente, tem o mesmo nome do primeiro.
Pertencia ao clero paulistano e foi escolhido para bispo
na cidade de Toledo, no Paraná. Em meio à
sua sagração episcopal na Catedral da Sé,
em São Paulo, no dia 06 de agosto de 1978, chegou
a notícia do falecimento do Papa Paulo VI.
No final de seu qüinqüênio toledano, foi
designado para ser o Arcebispo de Londrina, cargo que assumiu
em 28 de Outubro de 1983.
Manteve a equipe de auxiliares de D. Geraldo Fernandes,
tendo à frente o Padre Vitor Gropelli, no cargo de
Vigário Geral e Coordenador de Pastoral e o Pe. José
Agius, pároco de Rolândia, como secretário
do Conselho Presbiteral e integrante do Colégio de
Consultores. Depois nomeou o Padre Bernardo Gafá
como primeiro ecônomo da Arquidiocese.
Inteirando-se da realidade arquidiocesana, agiu com o intuito
de melhorá-la. No plano material, ampliou a capela
e a biblioteca do Seminário Paulo VI
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-la.
No plano material, ampliou a capela e a biblioteca do Seminário
Paulo VI. Adquiriu uma casa que foi reformada e adaptada para
ser a residência episcopal, deixando a ala residencial
da Catedral para o clero da mesma. Em sua gestão, cessou
o atendimento da Catedral pelos religiosos palotinos, que ali
serviram desde a criação da Paróquia em
1934. Foi ele que sagrou solenemente a Catedral por ocasião
dos festejos do cinqüentenário do município
em 1984.
No plano administrativo, reorganizou a Cúria Arquidiocesana
e, efetivamente, deu um encaminhamento técnico à
questão financeira da Mitra. Nesse sentido, com o auxílio
do Padre Bernardo Gafá, regularizou as questões
econômicas entre as paróquias e a Arquidiocese.
No plano pastoral, continuou a dispensar atenção
especial aos religiosos e religiosas, o que aliás havia
sido uma das características de seu antecessor e que
seria mantida pelos seus sucessores. Os decanatos foram redefinidos,
o ensino religioso nas escolas obteve um grande impulso e foi
criada a Escola de Catequese (com encontros anuais para as catequistas).
Também foram criados o Conselho Arquidiocesano de Leigos
e os cursos de Teologia para os leigos.
Uma obra marcante no aspecto social foi a criação
da Pastoral da Criança, que começou em Florestópolis,
com a valiosa colaboração da Dra. Zilda Arns.
Essa obra extrapolou os limites da Arquidiocese e se expandiu
pelo Brasil, salvando inúmeras crianças de uma
morte certa.
Em seu episcopado foi dada abertura para a instituição
do Diaconato Permanente, com a ordenação de homens
casados.
Em 1991, D. Geraldo Majella foi surpreendido com a sua nomeação
para a Secretaria da Congregação Vaticana para
o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, cargo esse que
assumiu em 11 de novembro do mesmo ano. Em 1999 foi nomeado
Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, sendo elevado ao cardinalato.
Presidiu a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) no
quatriênio 2003-2007.
Novamente Sede Vacante, foi eleito Administrador Arquidiocesano
pelo Colégio dos Consultores em 11/11/1991 o Pe. Paulo
Brincat que administrou a Arquidiocese até o dia 09/05/1992,
quando assumiu o 3º Arcebispo, Dom Albano Cavallin. |
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