Revista Arquidiocese 50 anos

12. A PARÓQUIA

A Paróquia, como comunidade dos seguidores e portadores da salvação em Cristo, tem como fundamento os ensinamentos do Senhor e a prática das primeiras comunidades cristãs. Ela se constitui por vontade e instituição divina em uma comunidade de fé, culto e caridade, na qual os leigos fazem a sua inserção na Igreja. Como diz a Lumem Gentium: “Na paróquia se reúne o povo de Deus, povo sacerdotal, consagrado pelo batismo e pela crisma, o povo que oferece o único sacrifício da nova aliança, participa nos sacramentos e dá a Deus o culto que Ele mesmo instituiu. Este povo reunido na paróquia recebe a tarefa missionária de levar aos homens a salvação de Cristo.” (Cap. II)
Quando olhamos e meditamos sobre o florescer das primeiras comunidades, ficamos impressionados com o vigor e a pujança dos primeiros cristãos. Lucas, no livro Atos dos Apóstolos (2,42-47; 4,32-37), nos mostra que a base dessas comunidades está, fundamentalmente, na escuta e na fidelidade à Palavra, anunciada e ensinada pelos apóstolos. Em torno da Palavra surgiam e se desenvolviam vários serviços em benefícios da própria comunidade.
É importante destacar o crescimento, em nossas comunidades, da consciência da missionariedade da Igreja. Nossas paróquias estão empenhadas, com centenas de leigos envolvidos no trabalho de evangelização de casa em casa, levando a todos a mensagem do Evangelho.
Quanto à questão da manutenção, pode-se afirmar que está acontecendo nas paróquias uma verdadeira revolução, representada pelo crescimento nos fiéis da consciência do pagamento do dízimo. Considerado não como imposto ou taxa, mas como um gesto bíblico de gratidão a Deus.
Juntamente com esse crescimento dizimista, estão se multiplicando os grupos de reflexão reunindo pessoas e famílias que desse modo colaboram eficazmente na evangelização e presença da Igreja no mundo.
Os grupos de reflexão vem se tornando multiplicadores de agentes de evangelização. Hoje, existem dezenas deles nas paróquias, o que significa dezenas de agentes, animadores e formadores, como uma “catequese” permanente dentro dos lares. Verdadeiras comunidades de fé, amor, esperança e serviço, vivenciando a Palavra de Jesus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” (Mt 18,20).
Chama atenção da Igreja e da sociedade, o projeto Igrejas Irmãs. Consiste numa série de ações envolvendo duas comunidades, onde aquela que esta em melhor situação econômica e pastoral, ajuda uma outra que se encontra ainda em fase de organização pastoral e não tem estrutura física. Isto acontece quase sempre entre uma comunidade do centro e uma da periferia. A essência deste projeto está no fato de favorecer quem recebe e quem oferece a ajuda, pois as pessoas que se envolvem nesta missão, saem fortalecidas na fé e bem mais conscientes do que é ser Igreja de Cristo. Esta ação evangelizadora está presente em todas as paróquias, através da participação no Fundo Arquidiocesano da Partilha (FAP), onde, conforme a arrecadação do dízimo da Paróquia, uma porcentagem vai para este fundo, que é gerenciado por uma equipe arquidiocesana e investido nas comunidades carentes.
Todo este trabalho realizado pela paróquia, só é possível graças a articulação das forças existentes nas comunidades. Isto se da através do Conselho Paroquial de Pastoral (C.P.P.) e do Conselho Econômico Paroquial (C.E.P.)

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