Em tempos de coronavírus, recorde estas palavras do Papa Francisco sobre o medo

“O medo é uma atitude que nos faz mal, nos enfraquece, nos limita e nos paralisa. O cristão medroso não entendeu a mensagem de Jesus”

Na homilia do dia 15 de maio de 2015, o Papa Francisco falou sobre medo e alegria, dois sentimentos que se contrapõem.

“O medo é uma atitude que nos faz mal, nos enfraquece, nos limita e até nos paralisa. Quem tem medo não faz nada, não sabe o que fazer; se concentra em si mesmo para não lhe acontecer nada de mau. O medo leva a um egocentrismo que paralisa. O cristão medroso é aquele que não entendeu a mensagem de Jesus. O medo não é cristão; é um comportamento de quem tem a alma aprisionada, presa, sem liberdade de olhar para frente, de criar e fazer o bem. E diz sempre: ‘Não, aqui tem esse perigo, aqui outro’… e assim por diante. E isso é um vício. O medo faz mal”.

O Papa exortou os fiéis a pedirem a graça da coragem do Espírito Santo e recordou que o medo é diferente do temor de Deus:

“O medo deve ser distinguido do temor de Deus, que é santo, é o temor da adoração diante do Senhor. O temor de Deus é uma virtude, não é limitativo, não enfraquece, não paralisa: faz ir adiante para cumprir a missão dada pelo Senhor”.

Em contraposição ao medo, Francisco observou que, nos momentos mais tristes e dolorosos, a alegria se torna paz, ao passo que uma tentativa de diversão nos momentos de dor se torna sombria:

“Um cristão sem alegria não é cristão; um cristão que continuamente vive na tristeza também não é. E um cristão que, no momento da provação, das doenças ou das dificuldades, perde a paz… é porque lhe falta algo”.

Ele também reforçou que a alegria cristã não é simples diversão passageira, mas sim um dom do Espírito Santo: é ter o coração sempre alegre porque Jesus venceu.

“Uma comunidade sem alegria é uma comunidade doente: pode até ser uma comunidade ‘divertida’, mas é ‘doente de mundanidade’ porque não tem a alegria de Jesus Cristo. Quando a Igreja é medrosa e não recebe a alegria do Espírito Santo, ela adoece; as comunidades e os fiéis adoecem”.

O Papa terminou a homilia com esta súplica a Deus:

“Elevai-nos, Senhor, ao Cristo, sentado à direita do Pai; elevai o nosso espírito. Despojai-nos de todo medo e dai-nos a alegria e a paz”.

Foto: Antoine Mekary | Fonte: Aleteia

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