A Confissão

                Após realizar o exame de consciência, identificar os pecados graves e se arrepender profundamente por ter negado a Deus, chegou o momento da Confissão.

                A confissão se baseia na acusação dos pecados cometidos ao sacerdote. É parte essencial do sacramento. Faz-se necessário se acusar de todos os pecados. Em casos de emergência, quando não há possibilidade de enumerar cada pecado, o simples fato de estar interiormente arrependido (coração contrito) é suficiente para que o sacerdote absolva os pecados. 

                Para a confissão deve-se lembrar de todos os pecados graves e mencioná-los. Mas caso esqueça algum pecado e se lembre após receber o sacramento, acuse-se dele na próxima confissão. A contrição universal feita pelo penitente perdoa indiretamente o pecado esquecido, mas deve-se mencioná-lo ao confessor para obter o perdão diretamente. Nesse caso, o penitente pode receber a Sagrada Comunhão normalmente.

                O ato de penitência é um ato de humildade, pois estamos pisando na nossa soberba para afirmar que somos miseráveis. A única coisa que pode tornar a nossa confissão sacrílega é omitir um pecado grave de forma consciente e deliberada. Deus só poderá nos dar o Seu perdão, se nos abrirmos a Ele com total sinceridade. A vergonha que sentimos ao confessar determinados pecados é imposta em nós pelo demônio. Ao cometermos o pecado ele nos incentiva. Mas quando nos arrependemos que queremos voltar para Deus, ele nos coloca a vergonha. Não podemos cair nessa armadilha. Como dizia D. Dolores, mãe de São Josemaria Escrivá “Josemaria, vergonha só para pecar”.

                A confissão está protegida pelo sigilo sacramental. Esse sigilo proíbe o sacerdote de revelar por qualquer motivo ou circunstância o que lhe foi dito na confissão. Um sacerdote que quebra esse sigilo é excomungado da Igreja.

                Ao se confessar, fale de forma clara para o sacerdote compreender e baixo para que outras pessoas não ouçam. Não mencione os pecados dos outros na confissão para justificar os seus. Ouça atentamente os conselhos que o sacerdote te dará; preste atenção na penitência que deverá ser cumprida após a confissão. Lembre-se que a confissão só será válida após o cumprimento da penitência. Agradeça a Deus a graça de poder se confessar.

                Em relação à penitência imposta pelo sacerdote, ela é importante para pagarmos a pena temporal dos nossos pecados. Dessa forma, não cumpri-la equivale a não obtermos o perdão completo dos nossos pecados. A confissão torna-se inválida. Saiba que o sacerdote não te dará algo impossível de cumprir. Lembre-se que Deus não é vingativo. Normalmente será uma oração vocal, como um Pai-Nosso, Ave Maria, o Santo Terço, etc. E não ache que é pouco diante da quantidade de pecados que confessou. O importante é cumprir a penitência da forma como foi prescrita.

               

Frutos da confissão

                Uma confissão bem feita e com frequência produz inúmeros frutos na nossa alma. O sacramento devolve a graça santificante para àqueles que a perderam ao pecar gravemente, e aumenta a graça para quem o busca para confessar os pecados veniais. Isso proporciona as almas o crescimento da vida interior. Por isso que devemos colocar a confissão frequente como meta na nossa vida.

                Tome sua Cruz diária e siga Jesus. Ao tropeçar e cair, Jesus estará lá, te esperando de braços abertos para te dar AMOR.

 

                Andressa Pelaquim

 

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