O Fim e a Existência do Homem

Por que viemos para esse mundo?

         Quando somos capazes de refletir com sensatez, passamos a nos questionar sobre muitas coisas acerca da nossa existência, por exemplo: qual a nossa finalidade nesse mundo? Por que será que Deus nos deu a vida? De onde viemos? Qual nossa missão? E muitas outras podem ter passado pela nossa mente e já não lembramos. Mas todas essas perguntas podem ser resumidas em apenas uma: “Para que nos fez Deus?” (Trese, 2014).

         Deus nos fez para mostrar a sua infinita bondade. Deus sendo infinitamente perfeito teve uma razão infinitamente perfeita para nos criar. Dessa forma, Deus jamais nos criaria ou faria algo que fosse inferior a Si mesmo. Com isso aprendemos de Deus que devemos fazer tudo da melhor forma possível e tudo por Ele, mesmo as coisas pequenas. Quando fazemos algo para outro ser humano – por mais nobre e reta que seja a intenção – fazemos de forma imperfeita (menos perfeita do que poderia ser), pois não colocamos Deus no centro. No ponto 813 do livro Caminho, São Josemaria Escrivá diz: “Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo.”

         Deus criou o mundo para sua própria glória, mas não por egoísmo, mas sim, para mostrar que seu poder e bondade são infinitos. E nós somos convidados a participar do Seu amor e da Sua felicidade. Deus jamais colocaria em nossos corações esta vontade de felicidade perfeita se não houvesse como satisfazê-la plenamente. Para tanto, nos concedeu uma alma espiritual e imortal que nos permite participar de Sua vida bem – aventurada.

         Adentrar a vida bem-aventurada de Deus é amar, porque Ele é o próprio Amor. E não é semelhante ao amor terreno que é imperfeito e pode se desfazer. É um amor infinito, que preenche todo o nosso coração e satisfaz todos os nossos desejos e aspirações. Isso nenhum amor humano poderá fazer. Quando chegarmos à glória eterna de Deus, esse mundo não importará mais. Estaremos vivenciando o Amor mais ardente e mais perfeito que nunca terá fim.

 

Como conquistar o céu?

         Na nossa mente, achamos que ir para o céu é somente reencontrar as pessoas queridas que já estiveram conosco. E isso é verdade em partes. Quando chegarmos à glória de Deus, estaremos juntos de todos que estão ao lado de Deus, incluindo nossos amados familiares a amigos. Entretanto, nesse momento é Deus quem importa. No céu, nos amaremos em Deus. Mas se não amarmos Deus aqui na terra, não conseguiremos amar a Deus no céu.

         Deus nos deu a vida para amá-lo. Somente amando – O em plenitude aqui na terra é que poderemos alcançar o céu. Se não O amarmos aqui, não poderemos ver a Deus e nem participar de Sua glória.

         A nossa mãe Santa Maria nos deu um grande conselho nas Bodas de Caná da Galiléia, para provarmos o nosso amor a Deus: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2:5). O nosso amor a Deus não se prova com palavras e sentimentalismo. O amor a Deus deve ser provado diariamente com obras. O que você está disposto (a) a fazer por Deus hoje? Esse é o verdadeiro amor. Quanto mais eu e você tivermos amado, mais felizes seremos no céu. E para amar a Deus precisamos conhecê-Lo, pois não se pode amar alguém se não o conhecemos. Por isso a importância de criarmos intimidade com nosso Pai.

           

Mas como conhecer a Deus e criar intimidade com Ele?

         Deus enviou o seu Filho para que pudéssemos conhecê-Lo. Jesus não veio ao mundo apenas para ser crucificado e nos salvar dos pecados. Ele veio primeiro para nos ensinar a alcançar a glória eterna.

         Jesus nos ensinou a sermos humildes, quando nasceu em uma manjedoura. Nasceu em uma família pobre, para nos ensinar que não precisamos de muito para ser felizes aqui na terra. Nos três anos de vida pública, Ele nos ensinou a trilhar o caminho para chegar até Deus através de Suas palavras e Seu exemplo. E após a ressurreição e sua ascensão ao céu, nos deixou o Corpo Místico de Cristo – a igreja, que tem como cabeça o próprio Jesus, a alma é o Espírito Santo e Cristo continua falando conosco todos os dias através da Sagrada Escritura e desse artigo também.

         A intimidade com Cristo é adquirida por meio da oração. Devemos ser almas de oração, como dizia São Josemaria. É por meio da oração que conhecemos Jesus e nos damos a conhecer. Essa é uma intimidade própria dos amigos. Devemos, portanto, ser amigos (as) de Jesus, sem medo e sem reservas.

         Vamos pedir a Nossa Senhora a graça de compreender o amor infinito e perfeito de Deus e de podermos amar mais seu filho Jesus aqui nessa vida.

          Ao final desse artigo, proponho que você faça alguns minutos de meditação e reflita sobre três questões:

  • Estou amando a Deus sobre todas as coisas?
  • Tenho consciência de que somente amando a Deus aqui e agora, com boas obras, é que poderei ver a Deus na eternidade?
  • Como posso amar mais a Deus na minha vida cotidiana?

         No próximo artigo, seguiremos no capitulo II – Deus e as Suas imperfeições.
Espero por vocês. Até lá!

Andressa Pelaquim
(Paroquiana da Catedral Metropolitana de Londrina)

 

 

 

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