O sexto e o nono mandamentos

         Nesse artigo vamos conversar sobre dois mandamentos, que são muito criticados e até odiados pela sociedade, especialmente pelos indivíduos mais jovens.

 

“Escreveste-me, médico apóstolo: “Todos sabemos por experiência que podemos ser castos, vivendo vigilantes, frequentando os Sacramentos e apagando as primeiras chispas da paixão, sem deixar que ganhe corpo a fogueira.
“É precisamente entre os castos que se contam os homens mais íntegros, sob todos os aspectos. E entre os luxuriosos predominam os tímidos, os egoístas, os falsos e os cruéis, que são tipos de pouca virilidade”.

(São Josemaria, Caminho, nº 124)

 

         No sexto mandamento Deus nos pede para “Não pecar contra a castidade” e no nono mandamento “Não desejarás a mulher do próximo”. Os dois mandamentos estão unidos, pois pedem a virtude da pureza.

         A castidade é uma virtude esquecida por todos, especialmente pelos jovens. Vivemos em uma sociedade hedonista, na qual o prazer deve ser a maior aspiração da vida. Dentro dessa visão, o sexo se tornou algo banal. Fala-se sobre sexo em qualquer lugar e de qualquer forma. Não há pudor. Em programas de TV, revistas, livros, letras de músicas e nas conversas sociais. Desde muito cedo as crianças já são expostas a esse mundo hipersexualizado. Dessa forma, falar em castidade é um absurdo.

         Faz-se necessário entender que o sexo não é algo ruim e proibido. E a igreja jamais disse isso, com alguns dizem. O sexo foi criado por Deus, para que o ser humano pudesse participar do Seu poder criador. Os pais não devem de forma alguma ensinar para os filhos que é algo ruim, feio ou proibido. Devem ensinar que o sexo é um dom de Deus, portanto, é bom, santo e sagrado. E por ter essa sacralidade é que deve ser utilizado como Deus quer. E como Deus quer? Dentro do matrimônio.

         No ato conjugal, os esposos se tornam uma só carne e assumem a tarefa de serem instrumentos nas mãos de Deus para gerar outro ser humano. Isso é amor.  Mas o que vemos são pessoas usando umas as outras para obterem prazer. O ser humano se tornou um objeto e faz os outros de objeto. Usa, satisfaz todos os prazeres mais baixos e descarta quando já estão satisfeitos.

         A castidade nos ensina a amar verdadeiramente. Ser casto (a) é zelar, por amor, da sua intimidade e a do próximo. O namoro não é o período para o sexo. O namoro é o momento que os namorados têm para se conhecer interiormente. Conhecer o que o outro gosta e o que sente, seus planos e objetivos de vida, sua forma de ser, o que deixa triste, etc. E isso se perdeu. Muitas vezes o casal “namora” há meses e nem sabe o nome, não conhece a família, nada! Não é isso que Deus espera de nós. Ele espera amor.

         E como viver a castidade?

         Primeiro, tomando a firme decisão de amar e não usar o outro. Segundo, tendo pudor e modéstia. São Josemaria Escrivá, nos diz no ponto 128 de Caminho que, “O pudor e a modéstia são os irmãos menores da pureza.” Em resumo, guarde o seu coração e ajude o seu próximo a preservar o dele.

         Mas muitos podem dizer: “Mas é difícil.” “Não dá”. É possível sim, mesmo para os casais que não vivem a castidade, mas querem começar a viver. A pessoa que não é capaz de lutar bravamente para guardar o que há mais de precioso em sua vida, que é a sua intimidade, não será capaz de enfrentar situações mais difíceis após o casamento. Na primeira dificuldade o matrimonio acabará. E é o que vemos com bastante frequência. Pessoas fracas, vazias e sem a firme decisão de amar.

         Deus não disse que seria fácil, mas Ele nos dá graças para conseguirmos. Só que temos que pedir. Para viver a castidade é importante ter essa comunhão com Deus na oração, na participação na santa missa e na recepção frequente dos sacramentos. Se cair, levante-se!

         A virtude da castidade também deve ser vivida pelos casados, para preservar a vida matrimonial. Os casados devem ter zelo com os olhares, cuidado com as conversas e amizades desnecessárias com pessoas do sexo oposto, a fim de não caírem em adultério e assim, serem fiéis até o fim.

           

Pecados contra o 6º mandamento

         Os pecados contra a castidade são sempre em matéria grave.

  • Luxúria – é o prazer desordenado que afeta a vontade, o pensamento, as virtudes, etc. A castidade se opõe a luxúria;
  • Masturbação – Contradiz o sentido cristão do amor. É um prazer egoísta;
  • Fornicação – sexo fora do casamento. Fere o amor cristão;
  • Adultério – o sacramento do matrimonio é indissolúvel;
  • Pornografia;
  • Estupro;
  • Incesto;
  • Pensamentos impuros voluntários e consentidos;
  • Usar ou aconselhar alguém a fazer uso de métodos contraceptivos;
  • Cometer ou aconselhar alguém a cometer aborto;

 

Pecados contra o 9º mandamento

  • Pensamentos e desejos impuros;
  • Não ter pudor;
  • E os demais relacionados ao 6 º mandamento.

 

         A partir dessa leitura, convido você a refletir sobre a pureza do seu olhar, das suas palavras, intenções, dos seus pensamentos e dos seus atos.

  • Será que vivo a pureza de alma e coração, assim como Deus me pede?

           Até o próximo artigo!

            Andressa Pelaquim

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