Os Dois Grandes Mandamentos

         Hoje daremos inicio ao estudo dos Dez Mandamentos, ou Decálogo.

         Os Mandamentos da Lei de Deus são as “dez palavras” que resumem a Lei dada por Deus ao povo de Israel, durante a Aliança feita entre Deus e Moisés.  Os três primeiros mandamentos referem-se a Deus, ou seja, nos instruem sobre os nossos deveres para com Deus. Os outros sete mandamentos nos ensinam a amar o nosso próximo. Todos os mandamentos traçam o caminho que devemos seguir para sermos livres da escravidão do pecado.

         No Evangelho, Jesus fala dos Mandamentos quando se aproxima um jovem rico.

         “Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?.” Disse-lhe Jesus: “Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. – “Quais?” – per­guntou ele. Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19,16-19).

          Muitas pessoas dizem que seguir os Mandamentos é viver uma vida de regras, em que nada pode. Não é verdade. Seguir os Mandamentos é viver livre. Livre de tudo que nos prende a esse mundo. Livre das amarras do demônio. Eles nos ajudam a ter intimidade com nosso Senhor, a amá-Lo de verdade e a seguir o que Ele tem para cada um de nós. A Lei de Deus, portanto, regula o que fazemos conosco mesmos e com os demais.

         A Lei Moral (Leis de Deus) nos obrigada moralmente a sermos melhores por amor a Deus. Deus nos deixou livres para escolher seguir ou não Seus Mandamentos. Se não fosse assim, não haveria mérito, pois nossa obediência seria forçada e não um ato livre de amor a nosso Senhor.

         “Amar significa não ter em conta o que as coisas custam (Trese, 2014).” Sendo assim, quem ama a Deus não verá como sacrifício obedecer as Leis de Deus. Por essa razão, Jesus resumiu as Leis de Deus em dois grandes mandamentos de amor:

         “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”. Respondeu Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito (Dt 6,5). Esse é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas (Mt 22, 36 – 40).

         O segundo mandamento está inserido no primeiro, pois se amamos a Deus com todo nosso coração e com toda a nossa alma, amaremos também os nossos irmãos e irmãs e lutaremos para eles também alcancem o céu.

         Esses dois grandes mandamentos nos faz querer para o outro o que queremos para nós – que conheçam a Deus, que amem a Deus e que busquem ser santos para contemplarem o Senhor na eternidade.

         Os Dez Mandamentos também fundamentam as leis da igreja. As leis da igreja não são mais um monte de regras que os cristãos católicos devem cumprir. Elas são o “resumo” dos mandamentos de forma aplicada e concreta. Jesus deu a sua Igreja o direito e o dever de interpretar e aplicar na prática a lei divina.

 

         Os cinco mandamentos da Igreja Católica

           1 – Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.

           2 – Confessar-se ao menos uma vez por ano

           3 – Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição

           4 – Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja

           5 – Ajudar a Igreja em suas necessidades

 

         Temos também algumas outras diretrizes que Jesus nos deixou para podermos nos aperfeiçoar e alcançar a vida eterna: as sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais.

 

         As sete obras de misericórdia corporais

  • Visitar e cuidar dos enfermos
  • Dar de comer a quem tem fome
  • Dar de beber a quem tem sede
  • Dar pousada aos peregrinos
  • Vestir os nus
  • Redimir os cativos
  • Enterrar os mortos

 

         As sete obras de misericórdia espirituais

  • Ensinar a quem não sabe
  • Dar bom conselho a quem dele necessita
  • Corrigir a quem erra
  • Perdoar as injúrias
  • Consolar o triste
  • Sofre com paciência os defeitos do próximo
  • Rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos

 

         Atualmente, as obras de misericórdia espirituais são mais urgentes do que as corporais, mas não deixam de ser importantes, devendo ser praticadas.

         Recomendo a leitura integra dessa capitulo no livro “A Fé Explicada”, pois há a descrição de cada obra de misericórdia em detalhe.

         Vamos nos propor com o estudo do Decálogo a sermos mais fiéis a Deus e segui-Lo com amor.

 

Andressa Pelaquim
(Paroquiana da Catedral Metropolitana de Londrina)

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