Os Mandamentos da Igreja

            Nesse último capítulo sobre os mandamentos, conheceremos e entenderemos melhor sobre os Mandamentos da Santa Igreja Católica.

            Os Mandamentos da Igreja são os mesmos mandamentos da lei de Deus. Eles são a aplicação do decálogo na prática.

            Jesus quando fundou a Igreja, Ele confiou aos apóstolos a transmissão de todos os ensinamentos as almas e a administração da Igreja. Dessa forma, Cristo continuou e continua, até nos dias de hoje, a falar por meio dos seus apóstolos.

            As Leis da Igreja tem toda a autoridade de Cristo. Sendo assim, violar uma dessas leis é a mesma coisa que violar um dos dez mandamentos. Há várias leis que regem a Igreja, mas destacam-se seis que são as mais importantes.

 

As seis leis fundamentais da Igreja

  • Assistir à Missa inteira todos os domingos e festas de guarda;
  • Confessar os pecados mortais ao menos uma vez ao ano e em perigo de morte ou se tem que comungar;
  • Comungar pela Páscoa da Ressurreição;
  • Jejuar e abster-se de comer carne quando manda a Santa Madre Igreja;
  • Ajudar a Igreja nas suas necessidades;
  • Observar as leis da Igreja sobre o matrimônio.

            Ir a Santa Missa todos os domingos e dias de festa de guarda é um dever de todo batizado. Essa obrigação começa a partir dos sete anos. Durante a Missa, revivemos o sacrifício de Cristo e nos dias de festa, somos convidados a recordar os importantes acontecimentos acerca da vida de Jesus, Nossa Senhora e dos santos. Configura-se pecado grave não participar da Santa Missa nesses dias.

 

Dias Santos de guarda no Brasil:

  • Dia 01 de janeiro – Solenidade da Santíssima Mãe de Deus (comemora-se o dogma da Maternidade Divina de Maria)
  • Quinta – feira após o domingo da Santíssima Trindade – Corpus Christi (Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo).
  • Dia 08 de dezembro – Imaculada Conceição de Maria (celebração da criação da alma de Maria livre do pecado original).
  • Dia 25 de dezembro – Natal (nascimento do Nosso Senhor).

 

            Há também outras solenidades que ocorrem durante a semana, que são transferidas para o domingo mais próximo.

  • Solenidade da Epifania
  • Ascensão do Senhor
  • Assunção de Maria
  • Todos os Santos

            A Igreja também coloca como dias de guarda a Solenidade de São José (19 de março) e a Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (29 de junho). Entretanto, no Brasil essas datas não são consideradas dias de guarda.

 

Dias de jejum e de abstinência

            Nos dias de abstinência não se pode comer carne. Nos dias de jejum e abstinência, além de não comer carne, deve-se apenas tomar uma só refeição completa.

            Como Nosso Senhor morreu em uma Sexta – feira, a igreja estabeleceu dia de abstinência de carne todas às sextas-feiras do ano e a Quarta- feira de Cinzas, como dias obrigatórios de penitência. O papa Paulo VI deu as conferências episcopais a autoridade de trocar as abstinências de carne por outras práticas de penitência, como a oração, a esmola, etc. No Brasil, os bispos decidiram que nas sextas-feiras do ano, incluídas as da Quaresma, na Sexta-feira Santa e Quarta – feira de Cinzas, os fiéis podem substituir a abstinência de carne por outras formas de penitência. Mas para quem optar cumprir o jejum e a abstinência, basta que tome apenas uma refeição completa.

            Tomar carne ou caldo de carnes, de forma deliberada e consciente, desprezando o preceito, configura-se pecado grave.  Em uma quantidade pequena, pecado venial. Também é pecado quebrar o jejum fazendo duas ou mais refeições completas.

            Pessoas doentes ou que tenham um trabalho que exija muito esforço ou que só comem carne quando podem estão dispensadas das leis de jejum e abstinência. Essas leis começam a valer quando a pessoa completa quatorze anos e a obrigatoriedade termina aos sessenta anos.

 

Ajudar a Igreja nas suas necessidades

             O dízimo é uma das nossas obrigações enquanto membros do Corpo Místico de Cristo. Devemos ajudar a Igreja através dos meios econômicos, com nossas orações e obras.

            As coletas realizadas nas missas e o dízimo ajudam a manter a estrutura da paróquia – que é utilizada por todos os fiéis – além de colaborar com as ações sociais realizadas com as pessoas carentes.

            Então, veja como você pode ajudar a sua paróquia. Participe de alguma pastoral ou, seja voluntário em uma ação social. E ser dizimista é uma grande graça de Deus.

 

Observar as leis da Igreja sobre o matrimônio.

            O sacramento do matrimonio deve ser realizado na presença de um sacerdote autorizado e de duas testemunhas. O sacramento também pode ser realizado por um diácono, desde que o sacerdote o tenha autorizado. Para a recepção válida do matrimônio, o homem deve ter pelo menos 16 anos e a mulher 14 anos. Mas, normalmente, a igreja respeita a lei civil da idade superior. Os esposos não devem ser parentes com laços de sangue próximos – p. ex. primos de primeiro grau.

            O casal que recebe o sacramento do matrimônio devem seguir as leis da igreja, inclusive no caso de casamento misto, quando um dos esposos é de outra religião.

            A Igreja concede a dispensa para que um católico se case com uma pessoa de outra religião, Entretanto, os contraentes devem seguir as leis da Igreja Católica e seus filhos devem ser educados dentro da fé católica. O contraente católico deve ter uma vida exemplarmente católica.

 

Confessar os pecados mortais ao menos uma vez ao ano e em perigo de morte ou se tem que comungar e comungar pela Páscoa da Ressurreição

            Quando a Igreja diz para “se confessar ao menos uma vez ao ano”, não quer dizer que o católico deve se confessar APENAS uma vez ao ano. O sacramento da confissão deve ser recebido sempre, pois nos confere muitas graças e forças para vencer as tentações do demônio. Sendo assim, todo cristão coerente deve sempre se confessar, principalmente quando cometer um pecado grave. Afinal, nunca sabemos o dia, a hora e nem como morreremos, não é?

            O recebimento da Sagrada Eucaristia também deve ser frequente, desde que o católico não esteja em estado de pecado mortal.

            Essa lei da Igreja nos diz que a Páscoa é o momento mais importante de toda a liturgia da Igreja. Por isso, recomenda-se tanto a confissão no tempo da Quaresma, principalmente na Semana Santa. Além da Páscoa, outro período importante é o Advento, que é a preparação para a vinda de Jesus.

            Resumindo: se o católico vive em um local onde não há sacerdote com frequência para dar a recepção do Sacramento da Confissão e não tem missas sempre (no Brasil, inclusive, há muitos locais nessa situação), ao menos na Páscoa, tente buscar a graça da Confissão e da Eucaristia. 

            Vamos continuar o nosso exame de consciência para seguirmos em direção ao Sacramento da Penitência. Assim, estaremos preparadas (os) para entrar na morada eterna, a fim de viver para sempre com Cristo.

            No próximo artigo, daremos inicio ao estudo dos sete sacramentos instituídos por Jesus.

            Um abençoado 2022!!!!!

 

            Andressa Pelaquim

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