PENTECOSTES

         Nossa Mãe bendita, a Virgem Maria, junto com os Apóstolos reunidos no Cenáculo, pede a vinda do Espírito Santo, e nós, Igreja, a Esposa, como diz o Livro do Apocalipse, dizemos: “Vem!”. O Espírito Santo vem, e vem para nos trazer o Esposo, Jesus Cristo. No Domingo de Pentecostes, a liturgia nos recorda nos Atos dos Apóstolos, que, ao narrar o derramamento do Espírito Santo, S. Lucas dirá assim: “Quando chegou o dia de Pentecostes…”. É interessante que o dia de Pentecostes já existia antes do dia de Pentecostes, ou seja, antes da vinda do Espírito Santo já havia um dia de Pentecostes. Mas o que se celebrava nesse dia? Era a Lei, ou seja, o fato de que Moisés recebeu a Lei no Monte Sinai 50 dias depois da saída do Egito. Sabemos que o povo de Israel saiu do Egito na Páscoa, atravessou o Mar Vermelho, andou  por aquele deserto até o pé do Monte Sinai e lá, ao pé do Monte, o povo acampou. Moisés então subiu e lá em cima recebeu a Lei, os Dez Mandamentos. Dizem as SS. Escrituras que Moisés os recebeu pelo ministério dos anjos. A Lei veio de Deus, mas por intermédio dos anjos. O povo de Israel durante séculos celebrou esse acontecimento com a festa de Pentecostes. O povo alegrava-se por ter recebido uma Lei. Uma Lei para preparar o homem para receber, um dia, o Espírito Santo.
         Nós precisamos obedecer à Lei de Deus, que nos proporciona a preparação adequada para a vida do Espírito Santo. Podemos ver a fé de Abraão, fé que vem do Espírito Santo. Agora, falando da Lei de Moisés, Lei que também vem do Espírito Santo, pois é assim que começa a vida de conversão. Se temos um amigo pagão, uma pessoa afastada de Deus, qual é a primeira coisa que devemos fazer? Ajudá-la a ter fé, a fé de Abraão. Mas, depois que ela se abriu à fé, o que resta fazer? Ensinar o que é pecado, o que ele tem de abandonar, que tipo de vida ela precisa ter, ou seja, quais são os seus ídolos, as desordens, os pecados, as impurezas, as violências, os roubos, as mentiras, o adultério, as drogas, o álcool excessivo, a corrupção, etc. Essa pessoa, a partir da sua conversão, tem de viver uma vida conforme a fé recebida. E Deus nos revela o que é mal. O pecado foi revelado por Deus. Pecado não é o que nós achamos ou “sentimos” que é pecado. Não é preciso sentir nada. Basta saber: Deus nos disse o que nos faz mal.
         Se queremos converter-nos, o primeiro passo é comportar-nos como cristãos. Larguemos de vez o pecado.
Comecemos já a viver de paciência, de pureza, de obediência.
         Os pecados mortais, temos de largá-los todos, de uma vez e para sempre. É o Espírito Santo quem nos convida a fazer isso.
         Depois que Jesus subiu aos céus, chegou o dia de Pentecostes, o dia da Lei, e o Espírito Santo foi derramado sobre os Apóstolos e Nossa Senhora para que nós, séculos mais tarde, recebêssemos em nosso coração uma nova lei — a lei do amor, a lei da caridade divina, um amor superior a qualquer capacidade humana.
         Assim, Deus fará um Pentecostes em nosso próprio coração! Porque quando somos batizados ou recebemos a absolvição, recebemos o Espírito Santo com o dom da caridade. É uma chama de amor que se acende em nosso coração para amarmos a Cristo com o amor com que Ele mesmo nos amou.
Que maravilha poder preparar a solenidade de Pentecostes aceitando a Lei que vem de Deus no Antigo Testamento, para poder receber com melhores disposições a nova lei derramada em nossos corações em Pentecostes pelo Espírito Santo de amor.
         Se ainda precisamos dar o passo de largar os pecados mortais, coragem, Deus nos chama e nos está oferecendo agora o seu Espírito Santo.

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