Santa Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe

“A Jesus sempre se vai e se “volta” por Maria.”
(Caminho, 495, São Josemaria Escrivá)

            O mês de maio é dedicado à nossa amadíssima Mãe espiritual, Santa Maria e a todas as mulheres que receberam de Deus o dom divino de gerar em seu ventre uma nova vida.

            Deus, quando quis se fazer homem para estar no meio de nós, escolheu a mulher mais bela, doce, virtuosa e forte para ser a sua mãe. E para com cada um de nós, teve a docilidade de também nos conceder uma mãe, para nos dar a vida, cuidar e nos amar incondicionalmente por toda nossa existência.

            As mães relatam que desde a concepção, já sentem o amor incondicional. Maria amou Jesus desde o momento em que deu o Seu ‘sim’ aos planos de Deus. O ‘sim’ de Maria não foi um ‘sim’ qualquer. Foi o ‘sim’ da nossa salvação; o ‘sim’ ao AMOR.

            Quando olhamos para Nossa Senhora, imaginamos uma mulher meiga, amorosa, humilde e paciente. E de fato, Ela é tudo isso. Mas podemos enumerar outras virtudes de Nossa Mãe.

  • A virtude da Fé – Maria sempre foi uma alma confiante e entregue a vontade de Deus. Sempre teve a certeza de que os planos de Deus seriam os melhores para a sua vida. Nossa Senhora nos convida a pedir ao Espírito Santo a virtude da Fé, para que possamos nos entregar sem reservas e sem medo ao que Deus tem para nós.
  • Magnanimidade – Deus quando concebeu Maria no ventre de Santa Ana, já tinha grandes planos para Ela. Maria, mesmo sendo tão jovem, possuía um coração grande, que A permitiu abraçar e tomar para Sí os sonhos de Deus. Ela sabia que não deveria ter o coração posto nas coisas da terra, mas sim nas coisas do Alto.

            A virtude da magnanimidade nós faz sonhar e realizar coisas grandes. Assim como Maria, todos nós somos chamados por Deus a ter um coração grande, que seja capaz de realizar grandes obras por amor á Ele e aos irmãos.

  • Prudência – Lemos na Sagrada Escritura que Maria guardava tudo em seu coração e meditava. Esse silêncio de Nossa Senhora é um silêncio característico de almas prudentes e piedosas. Devemos nos espelhar em Maria no nosso modo de agir e falar. Antes de dar nossa opinião sobre algo, antes de criticar e até mesmo antes de tomar uma decisão, pondere tudo primeiro em seu coração, converse com Deus e aprenda a silenciar para ouvir a voz de Nosso Pai. .
  • Amabilidade – Maria era amável no trato com os demais. Doce nas palavras, no olhar e nos gestos. Despertou e ainda desperta o amor nas pessoas. Nossa Senhora é dotada do amor autêntico, que fez com que Ela saísse de si mesma e se doasse a Deus e a nós como Mãe.

            Nossas mães também saem de si mesmas todos os dias, quando deixam de fazer algo por elas para fazer a nós. Que possamos a exemplo de Maria e de nossas mães, aprender a sair de nós mesmos, para nos doarmos aos demais e a Deus verdadeiramente.

  • Fortaleza – Quando um filho é concebido, ali nasce uma mãe, que deverá ser forte por toda a vida.

            Santa Maria é a mulher mais forte que já esteve nesse mundo. Quando soube da gravidez de sua prima Isabel, não hesitou em visitá-la, mesmo sabendo que Isabel morava em uma região montanhosa. Prestes a dar à luz, teve que fugir montada em um burrinho, para que o filho de Deus pudesse vir ao mundo. E enfrentou a Cruz. Não esmoreceu diante da flagelação de Seu Filho. Estava ali, quando Ele caiu pela primeira vez. E permaneceu firme aos pés da Cruz de Cristo.

“Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da Cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor -, cheia de fortaleza. E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz.”
(Caminho, 508, São Josemaria Escrivá)

           Maria é o farol que nos guia. Ela deve ser o nosso exemplo diário de feminilidade, maternidade, serviço e amor.  É a “bendita entre todas as mulheres.” É a “Mãe de Misericórdia” que nos ama e alenta nosso coração.

          Ser mãe foi a vocação mais bela e grandiosa que Deus concedeu a Nossa Senhora. E também a todas as mulheres. Gerar, cuidar e amar, sejam eles filhos biológicos, filhos do coração ou filhos espirituais. Todos são filhos, sem distinções e muito amados por Deus.

          Elevemos nossas preces à Santa Maria, para que Ela seja sempre o nosso o porto seguro e de todas as mães.

“Se se levantarem os ventos das provações, se tropeçares com os obstáculos da tentação, olha para a estrela, chama por Maria. Se te agitarem as ondas da soberba, da ambição ou da inveja, olha para a estrela, chama por Maria. Se a ira, a avareza, ou a impureza arrastarem violentamente a nave da tua alma, olha para Maria. Se, perturbado pela recordação dos teus pecados, desorientado com a fealdade da tua consciência, temeroso ante a ideia do Juízo, começares a afundar-te no poço sem fundo da tristeza ou no abismo do desespero, pensa em Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Não se afaste Maria da tua boca, não se afaste do teu coração; e para conseguires a sua ajuda intercessora, não te afastes tu dos exemplos da sua virtude. Não te extraviarás se a segues, não desesperarás se a invocas, não te perderás se nEla pensas. Se Ela te segurar a mão, não cairás; se te proteger, nada temerás; não te cansarás, se Ela for o teu guia; chegarás, felizmente, ao porto, se Ela te amparar.”
(São Bernardo, Homilia sobre a Virgem Maria)

 

Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis. Amen.

 

 

Andressa Pelaquim
(Paroquiana da Catedral)

Plugin de comentários do Facebook